Porque Marcho pela Ciência? // Why do I March for Science?

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A ciência e a tecnologia são os pilares do desenvolvimento de qualquer sociedade, basta comparar o que há de diferente entre países desenvolvidos e menos desenvolvidos. Por outro lado é importante mostrar à sociedade que o investimento em ciência é isso mesmo, é um investimento no futuro para que todos e não só alguns possam viver num mundo melhor. Também é importante passarmos a mensagem que a investigação científica não é pertença só de alguns mas de todos e é para todos.
Elvira Fortunato, PhD

Investigadora, (Portugal)

Eu marcho, salto, corro e luto pela Ciência.
Para mim, a Ciência é uma forma de viver, de questionar tudo à minha volta, de voltar a ser criança permanentemente fascinado com a beleza do mundo que nos rodeia. Para todos nós, a Ciência é o combustível que alimenta o progresso da nossa sociedade. Sem ela ainda viveríamos na pré história e seríamos incomparavelmente mais pobres. Mas mais que isso a Ciência é algo profundamente humano. Nada nos define tão bem enquanto espécie como a busca do conhecimento, a conquista do desconhecido.
Tiago Marques

Estudante de Doutoramento em Neurociências, (Portugal)

Eu marcho pela Ciência porque acredito que só o conhecimento contraria os atrevimentos da ignorância, atrevimentos esses que têm conduzido muitos povos ao abismo.

Cecília Arraiano, PhD

Investigadora, (Portugal)

Cientistas, saiam da clandestinidade!

Durante muito tempo os cientistas acreditaram que a importância do seu trabalho era evidente para a sociedade. Nas últimas décadas a relação entre a ciência e a sociedade tem vindo a deteriorar-se e, até os mais óbvios benefícios da ciência estão sob minuciosa análise e crítica. Homeopatia, anti-vacinação, astrologia, negacionismo do aquecimento global e outras pseudociências fazem parte de um movimento que abertamente nega certos avanços de conhecimento. O crescimento destas pseudociências – que a ciência tem demonstrado uma e outra vez que não funcionam –  tem um impacto epidémico na sociedade. Estes movimentos sempre existiram em diferentes escalas, mas com a eleição de novas elites políticas, como a de Trump nos Estados Unidos da América, parece conferir-lhe uma legitimidade democrática que fere a ciência no seu âmago racional.  A ciência como a conhecemos está em risco: já não se pode isolar do resto da sociedade e proclamar altivamente os seus inquestionáveis benefícios. Os cientistas têm que sair da sua clandestinidade, dos seus laboratórios e centros de investigação, e vir para a rua. Não apenas para se manifestarem pela importância fulcral da ciência na nossa sociedade, mas principalmente para dialogar e trabalhar com e para a sociedade.  Uma sociedade livre é essencial para o trabalho da ciência e a ciência é essencial para uma sociedade livre. Hoje, mais do que nunca, o desafio da ciência é aproximar-se da sociedade e trabalhar em conjunto para avançar o conhecimento do nosso mundo e de o tornar mais democrático e socialmente justo.

Pedro Russo, PhD

Professor Universitário de Astronomia e Sociedade, (Países Baixos)

A minha participação foi motivada pela iniciativa em washington e pelas decisões sucessivas do presidente Trump. Aderi porque tenho confiança no conhecimento e porque sei que a ignorância só traz desastres. Lutarei sempre pela defesa da investigação, em todos os domínios. Muitos dos atuais desafios só se resolvem se houver diálogo entre as diferentes áreas do conhecimento. E só se houver a noção de que ainda sabemos muito pouco sobre o que somos e para onde queremos caminhar. Todos sabemos que investir no conhecimento não é barato, mas devíamos também saber que a ignorância é muito mais cara.

Alexandre Quintanilha, PhD

Investigador e Deputado, (Portugal)

“Porque marcho pela ciência?

Por 3 razões fundamentais: Porque tenho uma genuína admiração pela ciência enquanto lugar onde a verdade é buscada de forma audaciosa e persistente. Porque acredito que a ciência é o mais poderoso factor do progresso social e da melhoria da vida das sociedades humanas. Porque quero lutar por um destino efectivamente democrático da ciência na sociedade de conhecimento de que nos aproximamos.

Olga Pombo, PhD

Filosofia das Ciências , (Portugal)

Não é possível viver num mundo sem ciência. Desde o maldito alarme que toca bem cedo e que temos vontade de mandar contra a parede, até à televisão que ligamos de manhã para assistir à ultima análise do fora de jogo milimétrico que o árbitro (aquele desgraçado!) não marcou, passando por basicamente tudo o que temos nas nossas casas e ao nosso redor, tudo tem uma base científica, tudo foi produzido com base em Ciência, seja ela de que ramo for. Considerar que a Ciência não é necessária, considerar que é uma pura perda de tempo e dinheiro, é de facto insultar todos os pensadores, todos os Cientistas, mais ou menos conhecidos, que têm contribuído para melhorar a nossa vida, que tentam tornar mais fácil e mais seguro o que fazemos hoje. Se hoje conseguimos curar ou pelo menos atrasar várias doenças, devemos à Ciência. Se conseguimos ter computadores portáteis, telemóveis espertos, televisões mais finas que um papel, carros que se guiam sozinhos, aviões de alto e baixo custo, fórmulas químicas e matemáticas que parecem incompreensíveis, sondas que aterram noutros planetas, e muitas outras coisas, devemos à Ciência. Menosprezar a Ciência é menosprezar o que nos torna humanos, o nosso engenho, a nossa inteligência, o nossa criatividade, a nossa vontade de saber cada vez mais, a nossa vontade de evoluir a vários níveis.

Orgulho-me de dizer que faço Ciência. Podem chamar-me Cientista, Investigador, Curioso das Coisas, ou podem ignorar ou menosprezar o que faço. Mas cada vez que descubro algo de novo sobre a forma como as nossas células produzem energia e como conseguimos manter essa energia por mais tempo, sinto que estou a fazer algo para todos nós. Sinto que estou a contribuir para o tecido do engenho e do conhecimento da humanidade e que nos faz compreender o que somos, de que somos feitos e como estamos aqui. Mesmo que isso implique sacriíicios e muitas horas de sono perdido, muitas vezes a tentar fazer ovos sem omeletes e a perder mais tempo em burocracias do que a perder-me num pensamento Cientifico…

Paulo Oliveira, PhD

Investigador , (Portugal)

Porque a ciência foi o que nos trouxe até aqui e nós queremos continuar até ao infinito (e mais além!). E para isso, precisamos de apoiar a ciência e os cientistas de todas as maneiras possíveis: marchando, financiando, conhecendo, discutindo, trabalhando, partilhando, humanizando… Desafio qualquer um a olhar à volta e apontar algo que a ciência não conheça. A Ciência é de todos e para todos! Sem ciência não iremos a lado nenhum. A 22 de Abril, vamos Marchar pela Ciência!!

Inês Soeiro, PhD

Apoio à Gestão de Ciência, (Portugal)

“Este ano, o ERC – Conselho Europeu de Investigação – celebra o seu 10.º aniversário. Em dez anos apenas o ERC provocou uma mudança na investigação científica na Europa: desenvolveu um novo paradigma no financiamento da investigação e tornou-se numa das melhores histórias de sucesso da Europa. Os projetos financiados pelo ERC são responsáveis ​​por 6 prémios Nobel, 5 prémios Wolf e 4 medalhas Fields.

A ciência é um elemento central do nosso futuro. Primeiro, porque a ciência é, por natureza, colaborativa e cria pontes e afinidades; exige que as pessoas se interliguem. Segundo, porque só com a ajuda da ciência poderemos superar os nossos maiores desafios, como as alterações climáticas, o envelhecimento populacional e até mesmo as ameaças à segurança.

Podemos e devemos orgulhar-nos da ciência europeia. Vale a pena marchar pela ciência!”

Carlos Moedas

Comissário Europeu, responsável pela investigação, ciência e inovação, (Portugal)

Eu marcho pela ciência, porque acredito que o conhecimento e a liberdade não podem existir separadamente. Eu marcho pela ciência, porque acredito que a procura do conhecimento é fundamental para o desenvolvimento das sociedades. O conhecimento empírico obtido pela ciência cria sociedades mais abertas, mais tolerantes e mais saudáveis.A ciência luta contra “factos alternativos” e notícias falsas que nos retiram a liberdade. Luto pela ciência, porque está na hora do poder político a encarar de forma mais séria. É importante para o nosso futuro, tanto local como global. Desde criança cresci a admirar a ciência. Olhar para a estrelas e imaginar que outros mundos existiram era o meu passatempo favorito. Além disso, quem é que não gosta de olhar para imagens de outras galáxias e imaginar o que lá existirá?! É awesome! ^_^

João Gouveia

Engenheiro Informático, (Portugal)

Eu marcho pela ciência porque vivo a ciência e acredito num país com massa critica e poder criativo com capacidade de hoje contribuir para a ciência de topo mundial e amanhã de influenciar a sociedade.

Miguel Chaves-Ferreira, PhD

Imunologia, (Portugal)

A ciência e a liberdade são duas faces da mesma moeda. Se a liberdade de pensamento é fundamental para o processo científico, também a ciência é um importante pilar das sociedades livres. No que à ciência diz respeito o conhecimento baseia-se em provas, tem razão quem as apresenta e não necessariamente aqueles detêm uma posição hierárquica ou estatuto social mais elevados. Isso é um desafio intrínseco à autoridade, o que faz com que a ciência conviva mal com regimes autoritários. Não significa isto que seja impossível que haja ciência em ditaduras. Mas face aos recursos nela investidos, os resultados são bem mais decepcionantes. E a história mostra-o. Winston Churchill escreveu que “se a ciência britânica não se tivesse revelado superior à alemã, poderíamos muito bem ter sido derrotados e, sendo derrotados, ter sido destruídos”. A ciência é um alicerce fundamental das sociedades livres, prósperas e humanistas. De acordo com Einstein a ciência é a coisa mais preciosa que temos. E a defesa da ciência é a a defesa do melhor que tem a humanidade.

David Marçal, PhD

Redactor Científico , (Portugal)

O imperativo da construção de sociedades baseadas em conhecimento exige um investimento nas nossas instituições coletivas, para que estas proporcionem a abertura efectiva do acesso à educação científica e a práticas científicas de qualidade para todos, independentemente da idade, origem ou contexto social e económico. É necessário promover o acesso generalizado ao conhecimento e a práticas de aprendizagem modernas em todas as idades, para a formação das gerações futuras que se estão a tornar cada vez mais conhecedoras, criativas e capazes de se adaptar com responsabilidade aos desafios de um mundo em mudança acelerada. Os futuros de todos os povos do planeta estão entrelaçados num único desígnio. Todos tiramos proveito do entusiasmo e dos benefícios da descoberta de novos conhecimentos quando todos participamos na aprendizagem e na aplicação produtiva desses conhecimentos. Tal significa aproximar cientistas e leigos aos jovens em qualquer parte do mundo.

Cada geração deve ser capaz de explorar novas realidades e ter as oportunidades para o efeito.

Manuel Heitor, PhD

Ministro da Ciência, Tecnologias e Ensino Superior, (Portugal)

Science is, for me, several different things. It’s something I love, which challenges the mind to think, be creative, find solutions and to try to understand and shed light on the many intricacies and mysteries of how the world (in my case, mechanisms of disease and resistance) works. By addressing fundamental questions, it is also something essential for society: without research, there are no advances, no new technologies, no new medicines or vaccines. It is impossible to predict how our findings today will shape the future, but they will shape it, which is why I march for science.

Jess Thompson, PhD

Biologist , (UK)

É fácil marchar pela ciência, basta olhar para os últimos 50 anos. Observou-se  o aumento da esperança média e da qualidade de vida; mais eficaz combate, compreensão e tratamento de doenças; melhor conhecimento do planeta, entendendo por exemplo que os recursos naturais são esgotáveis, e que precisamos de proteger o planeta urgentemente.  Houve uma revolução na percepção do espaço; no valor que cada vida humana adquiriu; na tecnologia, que se traduz na rapidez com que chegamos ao outro lado do mundo, com que comunicamos e temos acesso à informação, com que nos divertimos. Estes avanços são possíveis graças à ciência, à busca do conhecimento, à curiosidade, à educação abrangente e à maior proximidade entre culturas. Eu marcho pela ciência porque quero que nos próximos 50 anos continuemos a progredir, a inovar, a educar (todos e bem), a querer compreender e conhecer o que nos rodeia.

Maria João Amorim, PhD

Investigadora Principal, (Portugal)

Eu marcho pela ciência porque quero conhecer a comunidade que servimos e quero dar-nos a conhecer. Quero que todas as pessoas se sintam implicadas na ciência que fazemos, que todos possamos partilhar o entusiasmo, a motivação e o espírito crítico, indispensáveis a uma sociedade saudável. Quero que sejamos mais próximos daqueles cujas vidas procuramos melhorar direta ou indiretamente. Quero que todas as crianças cresçam conscientes de que também elas e eles podem aspirar a fazer grandes descobertas e travar as pequenas/grandes batalhas que o futuro nos reserva neste planeta.

Simone Zacarias, PhD

Bióloga Evolutiva , (Portugal)

The critical value of science is typically associated with the improvement of our quality of life through the development of technology and knowledge. But there is more to the impact of science in our societies: it forms generations of civilians with creative and critical thinking, ready to tackle unknown challenges, and to find new solutions. I march for science because I strongly think that these are vital characteristics for modern societies, without which we will not be able to pave our way towards a harmonious & functional world.

Eugenia Chiappe, PhD

Neurosciences, (Argentina)

Eu marcho pela ciência porque acredito que o saber contraria a miséria

Rui Costa, PhD

Neurociências, (Portugal)

Why do I march for science?

Science as a discipline is an extension of the fundamental curiosity of humankind. Too often it is seen as something separate or irrelevant. We as scientists have a responsibility to engage with the public and with policy makers to reinforce the idea that investing in science brings good things to society – improved standards of living and health that benefit all of us.

Megan Carey, PhD

Neurosciences, (USA)

Eu marcho para defender uma sociedade mais justa e sustentável e acredito que isso só é conseguido com a procura de conhecimento e a tentativa que a ciência faz de responder melhor e a mais questões que nos permitem viver no nosso planeta, em sociedade e connosco próprios de uma forma tolerante. Portanto, são necessárias políticas que levem ao investimento na ciência e ao fomento do espírito crítico e criatividade que são cruciais para o desenvolvimento da nossa sociedade. Por isso, marchamos pela ciência no dia 22 de Abril de 2017.

Ana Gonçalves

Estudante de doutoramento em Neurociências, (Portugal)

É urgente abrir um caminho de reflexão  e acção, face aos desafios actuais, não só entre os diversos agentes com poderes de decisão, mas alargar essa responsabilidade a todos os cidadãos. É necessária massa crítica e nunca é demais lembrar que, por mais pequena que seja uma contribuição, a soma das partes poderá fazer a diferença. Cada um de nós, independentemente da nossa actividade profissional e motivações pessoais,  é um elemento do intrincado sistema, cada vez mais complexo, em que vivemos. Em relação à Ciência e aos muitos desafios actuais, questiono: ficamos apenas a observar e/ou a criticar ou podemos participar, nas diversas facetas da Ciência, de um modo activo, informado e colaborativo? Eu marcho pela Ciência porque é uma oportunidade para expressar o que queremos ver ser realizado.

Maria João Horta Parreira

Engª Agrónoma, Comunicação de Ciência, (Portugal)

I march for science, because since is the pathway to understand the events of surrounding us environment and our existence in the universe. Recently the warning pattern is becoming more and more widespread, that people narrow the curiosity and follow someone’s statements without validating it by their own thoughts. I march to encourage people living consciously and asking the questions that will drive them to build knowledge requisite to develop independent opinions.

Julia Skalska

PhD student in biomedical sciences, (Poland)

Eu marcho pelo dever da procura de conhecimento, do pensamento crítico, que não tem género, raça, etnia, nacionalidade nem religião. Este dever exige um esforço activo e continuado por parte de todos, dos cientistas que trabalham activamente nessa procura, dos governantes que determinam as estratégias e estruturas dessa mesma procura, dos educadores na promoção do pensamento crítico, e todos os cidadãos que contribuem com os seus impostos, o seu voto e postura na sociedade. Por ser um dever, que apesar de o ser, precisa de defesa, eu marcho no dia 22 de Abril.

Marta Moita, PhD

Neurociências, (Portugal)

I will march for science, for a society that bases its judgements and actions on facts and not on prejudices, for a society that believes knowledge is the best tool to build a more sustainable and fair world and fight inequalities and segregation. I will join this march because I believe science is the greatest adventure of human beings: the fact that this bit of matter we call “us” is able to think about matter itself and unravel the order of the world, that is probably our most exciting achievement.

Leonel Alegre, PhD

Science Communicator, (Portugal)

Eu marcho pela Ciência porque a investigação é fundamental para o desenvolvimento humano. Considero que as ciências sociais podem contribuir de forma decisiva para a autoconsciência e o avanço das sociedades democráticas. Como bolseiro de investigação e cidadão, marcho por mais investimento público na ciência e melhores condições para a investigação.

Bruno Góis, MSc IR and PhD student

Anthropology and International Relations, (Portugal)

Eu marcho pela Ciência porque é cada vez mais necessário afirmarmos o seu papel na busca e transmissão de conhecimento. Numa era em que tudo depende cada vez mais de financiamento e de interesses a ele associados, é fundamental que a os governos apostem na investigação científica e na sua divulgação. A Ciência não é tudo, mas sem ela, não temos nada. #MarchForSciencePT

Pedro Mendes

Estudante Engenharia Física Tecnológica, (Portugal)

Entendo a Ciência, tal e qual o Jornalismo, como uma ferramenta para resolver inquietações e conferir significado aos acontecimentos. Ambas se ocupam em traduzir o que parece complexo em algo simples. Esse processo de desmontar fenómenos sempre me fascinou e, recordando as palavras do físico e astrónomo Marcelo Gleiser, “apenas uma sociedade que é versada na ciência pode escolher qual vai ser o seu destino de forma responsável”. Porque o destino está nas mãos de todos nós, Marcho pela Ciência como uma aspirante a jornalista apaixonada pelas grandes e misteriosas questões do universo.

Raquel Dias da Silva

Ciências da Comunicação - Jornalismo , (Portugal)

I march for science because without science we have nothing: no medicine, no technology, no transportation, not even entertainment. Without science we have no answers for today’s challenges, let alone what will come tomorrow. But most importantly, without science we have no bulwark against the politics of ideology and wishful thinking that seek to subvert democracy.
Misha Pinkhasov

Writer and Brand Strategist , (USA)

I march for my children’s children. Science makes the tools they’ll need to survive. I will not let politics take that away. #MarchForSciencePT

Steven Goldfarb, PhD

Physicist, Science Outreach, ATLAS Experiment, CERN, (USA)

A ciência é para mim uma paixão, que desde muito cedo me acompanha no meu trajecto de vida. A ciência é fundamental para a compreensão do mundo, e sobretudo, fundamental para a nossa sobrevivência enquanto espécie dominante do planeta, e também enquanto projecto de civilização. A curiosidade humana é tão grande quanto a sua imaginação, e o método científico permite que estas duas se encontrem. É quando a curiosidade se cruza com a imaginação que conseguimos não só encontrar respostas, como perguntar-nos sobre as respostas encontradas. São estas qualidades que são importantes salvaguardar, para podermos almejar por um futuro melhor. É importante termos esperança, é importante sabermos que temos liberdade de pensamento, de ideias, e de opiniões. A ciência dá-nos essa esperança. E é por isso que marcho pela ciência, para que não esqueçamos que só fomentando a criatividade, com espíritos críticos e abertos, podemos realmente usufruir plenamente da nossa liberdade, presente e futura.

Pedro Teles, PhD

Física, (Portugal)

I march for science because it represents humanity’s best hope to make a better, safer, fairer world. It transverses boundaries of nationality, religion and culture. It joins people together in the united goal of increasing knowledge. It has saved and improved immeasurable numbers of lives. The continued support of governments for this vital human endeavor will be critical in the coming years to overcome the numerous problems the world is facing. I believe science can and should be a priority in society, both because of its potential benefits for all of us, and because it represents through its progressive goals the world I want to live in.

Anna Hobbiss, PhD

Neuroscience, Science communication, (UK)

Ao trabalhar em ciência sinto-me privilegiado por estar rodeado de uma comunidade de gentes de culturas diferentes, com uma paixão por saber mais, e um prazer enorme em tentar resolver questões. Seria tão bom se este privilégio fosse democratizado, espalhado e dado a conhecer cada vez mais a todas as franjas da sociedade.Esta forma de estar cientista, de quem vive a ciência, é uma ferramenta essencial para responder a tantos desafios da nossa sociedade nos tempos que correm. Esta forma de ser cientista está, nos tempos que correm, no mundo abrangente em que vivemos, a ser altamente ameaçada e desqualificada. Não pode ser.  Assim, organizo a Marcha pela Ciência, e vou Marchar pela Ciência, para ajudar a fazer cada voz cientista dizer – “estou aqui, sou presente, e a forma como olho e ajo no mundo é útil, é bela e pode ser contagiante”.

Gil Costa, PhD

Neurociências, Design, (Portugal)

I march for science because I believe in science as a path towards finding agreement between people and within society. I believe science has provided critical things to almost every aspect of my life and I hope it will improve all our lives in the future. But I also march for science because I think it helps me to see the beauty in the world; helping me to apprehend the smallest specks of dust or the movement of galaxies. I work in neuroscience to help unravel the mysteries of our brain and behavior—I hope that someday these insights will contribute to a better global society.

Eric DeWitt, PhD

Neuroscience, Psychology, (USA; Residência Permanente em Portugal)

Porquê Marchar pela Ciência? Numa frase: Porque acredito que a Ciência pode fazer a diferença na Sociedade – da mais pequena comunidade ao País, e ao Mundo. Acredito que esta capacidade de fazer a diferença vai para além do que é habitualmente discutido com o público em geral, vai para além da investigação, do avanço do conhecimento, do desenvolvimento tecnológico, da inovação. Acredito que é necessário desmistificar a Ciência, demonstrar que é para todos e que é com todos que é possível fazer a diferença. Acredito que é possível sonhar com uma Sociedade que investe nesta diferença: que investe em Ciência!

Joana Lamego, PhD

Biologia, Research Management, Portugal

I march to urge the public to support natural and human sciences, and education. Our progressive, egalitarian, free and prosperous society is fueled by findings from natural science and the humanities. I see with concern, how certain groups are pushing dangerous anti-empirical opinions from anti-vaccination activism over religious fundamentalism and racist fearmongering to climate change denial. This anti-empiricism impairs and hinders action towards a better future and threatens the wellbeing of all of the people around the globe.

Dennis Eckmeier, PhD

Biology, Neuroscience, (Germany)

Acredito que a investigação e cultura científicas precisam ser bem identificadas e respeitadas no espaço público. É com muito orgulho que me junto a esta marcha que tira os cientistas dos laboratórios e espaços de trabalho. Esta é para mim uma oportunidade de afirmação política, para conhecer aspirações, problemas e algumas soluções no mundo das ciências em Portugal e no Mundo e, não menos importante, um espaço de encontro.

João cão Duarte

Filosofia da ciência, Ciências e sociedade, Portugal